quarta-feira, 17 de setembro de 2014

FORMAÇÃO - Tibieza II



TIBIEZA: A ARMA DO INFERNO
O tíbio, diante a Eucaristia, torna-se insensível
Hoje, há um grande esvaziamento espiritual no mundo inteiro. O povo está caindo na indiferença religiosa. O relacionamento com Deus tem se tornado fraco, principalmente por aqueles que já O conhecem ou tiveram uma profunda experiência com Ele.
O mal de tudo isto é a chamada tibieza, que em primeiro lugar é hesitação em responder ao amor de Deus. E se diz ser também frouxidão, fraqueza, indolência, falta de ardor, ser morno… A tibieza é o hábito não combatido do pecado venial. A tibieza tem levado muitos à prostração espiritual, ao desânimo para com as coisas de Deus. Muitos têm caído no sedentarismo espiritual e se acostumado com a presença e ação de Deus na sua vida e no mundo. Nada para a pessoa tíbia é interessante ou novo, tudo vira rotina para ela.
Há um profundo rompimento com a intimidade com Deus. Deus se torna tão banal para o tíbio que, muitas vezes, nem mesmo existe mais um relacionamento com Ele. E além disso, torna-se uma pessoa morna em tudo.
Mas o Senhor adverte aos que são mornos: “Conheço a tua conduta. Não é frio, nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, porque és morno, nem frio ou quente, estou para vomitar-te de minha boca” (Ap 3,15-16).
Hoje, cresce entre os católicos a falta de ardor, até mesmo entre os consagrados, padres e religiosos. O ardor, o fervor em ser de Deus foi se perdendo de maneira assustadora. E a vida com Deus, para muitos, torna-se um peso ou apenas um trabalho. De maneira que se perde o verdadeiro sentido missionário e o amor por ser do Senhor.
Outras coisas que caíram na tibieza foram alguns grupos de oração, nos quais não há mais o fervor dos inícios, onde o Senhor podia agir de maneira esplêndida com a abertura das pessoas, tanto dos que estavam à frente, como daqueles que os freqüentavam.
Por isso, muitos têm deixado a Igreja, por falta de fervor e ardor na vida espiritual. Inclusive muitos padres deixam o ministério, porque perderam o sentido da sua vocação, deixando-se ser levados pela tibieza, esfriando na vida de oração, na intimidade com Deus e, assim, acabam por despencar no sedentarismo e ativismo. A vida vira rotina quando não se faz mais as coisas com fervor. Perdeu-se a empolgação missionária e o gosto de ser consagrado ao Senhor.
Assim, muitos grupos de oração perderam o essencial, que é a intimidade com Deus, a vida no Espírito e o ardor na oração. Deixando-se ser apenas conduzidos pela razão humana afim de entender as coisas do Espírito. A tibieza entrou na vida de muitos grupos por causa da disputa por cargos, onde um quer ser melhor que o outro, e mesmo a inveja também foi entrando nos grupos.
Precisamos voltar ao primeiro amor, ao fervor no Espírito Santo. Onde é sanada toda raíz de tibieza que foi tomando conta da nossa vida espiritual.
A tibieza nos amarra aos pecados, principalmente, aos vícios e aos veniais. Ela retira nossa força de lutar para sermos mais de Deus e superarmos os nossos pecados e falhas. E acabamos nos acostumando com o “feijão com arroz de todo os dias” da vidinha de oração que temos. Contentamo-nos com o pouco, sabendo que Deus tem o muito para nos ofertar.
Acabamos cometendo pecados de olhos abertos, com plena consciência, aceitando-os numa boa, sem que sequer façamos algum esforço para evitá-los.
A tibieza impede a nossa santificação.
São Gregório escreve: “a tibieza, que deixou o fervor, cai no desespero”.
A tibieza é um fermento do diabo, que quer arrastar todos para o inferno, a começar por aqueles que estão na vida com Deus. O tíbio, mesmo diante da Eucaristia, torna-se insensível. O seu coração se fecha à ação do Espírito e o novo que Deus tem para sua vida. De modo que acaba por tornar-se uma pessoa carrancuda, mal-humorada, triste, insatisfeita, rancorosa, entristecendo-se com o progresso espiritual do outro. Perde, de fato, o sentido da vida, e por fim tende a abandonar tudo, todo progresso espiritual com Deus.
Mas, se o tíbio não abandonar tudo, vai fazendo com os outros, que estão na caminhada ou na comunidade com ele, vão esfriando na fé também, tornando-se tíbios como ele.
Precisamos combater a tibieza de nossa vida e de nossa comunidade.
Pe Reinaldo Cazumba da Silva - CCN

FORMAÇÃO - Tibieza



COMO VENCER A TIBIEZA
A tibieza nos priva da intimidade com Deus, como eu já havia falado, mas, uma vez entrando em um estado de tibieza, é necessário buscar em Deus, sair desta situação, que humanamente é difícil, mas não impossível. Com a graça de Deus e o auxílio do Espírito Santo, venceremos o veneno que é a tibieza.
Em primeiro lugar, é necessária uma renovada vida no Espírito Santo. Buscar todo ardor que provém no Espírito. Ele nos devolve o ânimo espiritual, o ardor, fervor e a alegria de ser de Deus. “Por isso, quero exortar-te a reavivar o carisma que Deus te concedeu pela imposição de minhas mãos. Pois Deus não nos deu um espírito de covardia, mas de força, de amor e de moderação” (II Tim 1,6-7).
Por isso, devemos buscar uma vida no Espírito. Entregar-se inteiramente à ação do Espírito de Deus. Buscar ver as coisas de Deus como novas, pois de fato as são. Não deixar que a rotina tome conta de sua vida.
Nunca acostumar com Deus e com os pecados.
No momento de oração se esforçar para ter vontade de rezar; buscando esforçar-se em tudo. Mas além de tudo, é necessário voltar ao primeiro amor, viver como se fosse a primeira vez que está encontrando como o Senhor. “Mas tenho contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te de onde caíste! Converte-te e volta à prática inicial” (Ap 2, 4-5a).
Claro que para sair da tibieza é preciso ter um esforço muito grande para estar na presença do Senhor, para rezar. Porque a tibieza vem acompanhada de preguiça, desânimo, indisposição, insatisfação, murmuração e se conformar com o pouco.
Retomando, as armas para vencer a tibieza são:
1- Ter uma vida no Espírito, orar bastante na linguagem dos anjos;
2- Voltar ao primeiro amor;
3- Criar ânimo;
4- Buscar ardor, intrepidez, alegria, fervor;
5- Esforçar-se para rezar, adorar.
Além de tudo isso, Santo Afonso Maria de Ligório, apresenta cinco meios para deixar a tibieza:
1- o desejo de perfeição: ele nos dá força para caminhar na perfeição, nos faz progredir na caminhada para avançar para Deus;
2- a decisão de ser de Deus: dar-se todo a Deus. E, São Francisco de Sales fala: “é preciso começar com uma grande e firme resolução de dar-se inteiramente a Deus, prometendo-Lhe que queremos pertencer a Ele para sempre, sem nenhuma reserva”;
3- a meditação: a razão é que, sem meditação, não há luz e se caminha na escuridão. A meditação é a fornalha onde se acende e se conserva o fogo do amor a Deus. Santa Catarina de Bolonha diz: “Quem não medita muito, fica sem o laço de união com Deus. Nessa situação não será difícil para o demônio, encontrando a pessoa fria no amor de Deus, levá-la a se alimentar com uma fruta envenenada”;
4- a comunhão freqüente: as pessoas que comungam freqüentemente avançam na vida espiritual , no amor a Jesus Cristo e é destruída dentro de si a tibieza;
5- a oração: Deus nos faz conhecer, pela oração, o grande amor que nos tem. Sei que não pude ir a fundo, mas peçamos ao Senhor que venha nos inspirar a melhor maneira para vencermos a tibieza que nos tem afastado da vontade de Deus, que é a nossa santificação.
“Senhor Jesus, vem retirar do nossos corações todo espírito de tibieza, para que possamos servir-te melhor e com disposição. Queremos, Senhor, voltar ao primeiro amor, no qual o Senhor nos destes no inicio da caminhada contigo. E, derrama sobre nós profusamente o Espírito Santo, para que assim, sejamos conduzidos por ti. Amém”.
Pe Reinaldo Cazumba da Silva - CCN

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Música e liturgia



A POSTURA DO MINISTRO DE MÚSICA

Dicas sobre a postura que os ministros de musica devem adortar em animações litúrgicas. especialmente nas celebrações Eucaristicas

1- Cuidado com o que está cantando. Muitas das canções tocadas nas missas não são litúrgicas, as vezes até sem embasamento teológico. Escolha os cânticos de acordo com as leituras e o tempo litúrgico. Não se pode cantar os hits, a não ser que se encaixem com o tema da celebração. Na dúvida, consulte um sacerdote antes de cantá-la.

2- Ao ministrar, ao término de cada canção evite falar alguma coisa. Lembre-se, aquele momento é do sacrifício de Cristo, e quem preside é o sacerdote,  você esta ali para conduzir a  canção que abrirá os corações.

3- Cuidado com o volume do SOM. Música alta prejudica a entrega.

4- Evite chamar a atenção para si mesmo, lembre-se o centro é Jesus.

6- Missa não é show. Você não foi chamado para apresentar-se diante de uma plateia ,  você foi chamado para servir a Deus.

6-  Esmere-se em fazer o melhor. Ensaie, ensaie e ensaie. Faça isso sozinho e com a banda, jamais esquecendo que é para o Mestre que você está oferecendo o seu louvor.

7-Não converse durante a Celebração Eucarística. Escolha antecipadamente as músicas e seus respectivos tons. Se houver extrema necessidade de algum diálogo, faça-o da forma mais discreta possível. Nada mais desagradável do que um ministério se entreolhando com ar desesperado, de "qual a próxima música?" ou "qual o tom?".

8-  Não use, de jeito nenhum, roupas sem mangas, decotadas, transparentes ou bermudas, cores ou estampas muito chamativas, durante a Celebração Eucarística.

9-  Algumas fórmulas da Missa, como o "Cordeiro de Deus" não podem ser modificados. Estude liturgia, pois nela não dá para improvisar.

10- Participe ativamente de cada momento da celebração, sente-se à mesa. Você também é um "feliz convidado para a ceia do Senhor".


11- Faça tudo para a glória de Deus.


Direcionamento aos músicos

Músicos em Ordem de Batalha
Não se pode mais brincar de Ministério de música. Não se pode brincar com violão, teclado, bateria, microfone, como se eles estivessem nas mãos de meninos e meninas.
Se você brincou até agora, deixe-se tocar pela contrição do Senhor. Deixe-se penetrar pelo arrependimento que o Senhor lhe dá, porque você brincou com uma coisa santa, brincou com armas de guerra, com almas. Você brincou com a confiança que o Senhor depositou em você e no seu grupo, no seu Ministério de música e na música cristã.
Mas, agora, você pode dizer ao Senhor: "Perdão, Senhor, estou arrependido. Sim, Senhor, me ponho no chão como Davi: jogo poeira e pó sobre a minha cabeça, porque errei, Senhor, porque pequei, brinquei com algo santo, Senhor. Brinquei com a música católica, com a música de guerra, Senhor. Brinquei com a música que existe para salvar almas; me exibi pela música; me servi dela como degrau para subir, para aparecer. Misericórdia, Senhor!"
Padre Jonas Abib - Fundador da Comunidade Canção Nova
Livro "Músicos em Ordem de Batalha"



Nossa Senhora das Dores nos aponta para uma Nova 

Vida



“Quero ficar junto à cruz, velar contigo a Jesus e o teu pranto enxugar!”

Assim, a Igreja reza a Maria neste dia, pois celebramos sua compaixão, piedade; suas sete dores cujo ponto mais alto se deu no momento da crucifixão de Jesus. Esta devoção deve-se muito à missão dos Servitas – religiosos da Companhia de Maria Dolorosa – e sua entrada na Liturgia aconteceu pelo Papa Bento XIII.

A devoção a Nossa Senhora das Dores possui fundamentos bíblicos, pois é na Palavra de Deus que encontramos as sete dores de Maria: o velho Simeão, que profetiza a lança que transpassaria (de dor) o seu Coração Imaculado; a fuga para o Egito; a perda do Menino Jesus; a Paixão do Senhor; crucifixão, morte e sepultura de Jesus Cristo.
Nós, como Igreja, não recordamos as dores de Nossa Senhora somente pelo sofrimento em si, mas sim, porque também, pelas dores oferecidas, a Santíssima Virgem participou ativamente da Redenção de Cristo. Desta forma, Maria, imagem da Igreja, está nos apontando para uma Nova Vida, que não significa ausência de sofrimentos, mas sim, oblação de si para uma civilização do Amor.
Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!
Fonte: http://santo.cancaonova.com/santo/nossa-senhora-das-dores-nos-aponta-para-uma-nova-vida/

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

QUARESMA

Convertei-vos e crede no Evangelho.
Quaresma

Como viver bem esse tempo forte de meditação, oração, jejum, esmola?

Neste tempo especial de graças que é a Quaresma devemos aproveitar ao máximo para fazermos uma renovação espiritual em nossa vida. O Apóstolo São Paulo insistia: "Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus!" (2 Cor 5, 20); "exortamo-vos a que não recebais a graça de Deus em vão. Pois ele diz: Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação (Is 49,8). Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação." (2 Cor 6, 1-2).
Cristo jejuou e rezou durante quarenta dias (um longo tempo) antes de enfrentar as tentações do demônio no deserto e nos ensinou a vencê-lo pela oração e pelo jejum. Da mesma forma a Igreja quer ensinar-nos como vencer as tentações de hoje. Daí surgiu a Quaresma.
Na Quarta-Feira de Cinzas, quando ela começa, os sacerdotes colocam um pouquinho de cinzas sobre a cabeça dos fiéis na Missa. O sentido deste gesto é de lembrar que um dia a vida termina neste mundo, "voltamos ao pó" que as cinzas lembram. Por causa do pecado, Deus disse a Adão: "És pó, e ao pó tu hás de tornar". (Gênesis 2, 19)
Este sacramental da Igreja lembra-nos que estamos de passagem por este mundo, e que a vida de verdade, sem fim, começa depois da morte; e que, portanto, devemos viver em função disso. As cinzas humildemente nos lembram que após a morte prestaremos contas de todos os nossos atos, e de todas as graças que recebemos de Deus nesta vida, a começar da própria vida, do tempo, da saúde, dos bens, etc.
Esses quarenta dias, devem ser um tempo forte de meditação, oração, jejum, esmola ('remédios contra o pecado'). É tempo para se meditar profundamente a Bíblia, especialmente os Evangelhos, a vida dos Santos, viver um pouco de mortificação (cortar um doce, deixar a bebida, cigarro, passeios, churrascos, a TV, alguma diversão, etc.) com a intenção de fortalecer o espírito para que possa vencer as fraquezas da carne.
Na Oração da Missa de Cinzas a Igreja reza: "Concedei-nos ó Deus todo poderoso, iniciar com este dia de jejum o tempo da Quaresma para que a penitência nos fortaleça contra o espírito do Mal".
Sabemos como devemos viver, mas não temos força espiritual para isso.A mortificação fortalece o espírito. Não é a valorização do sacrifício por ele mesmo, e de maneira masoquista, mas pelo fruto de conversão e fortalecimento espiritual que ele traz; é um meio, não um fim.
Quaresma é um tempo de "rever a vida" e abandonar o pecado (orgulho, vaidade, arrogância, prepotência, ganância, pornografia, sexismo, gula, ira, inveja, preguiça, mentira, etc.). Enfim, viver o que Jesus recomendou: "Vigiai e orai, porque o espírito é forte mas a carne é fraca".
Embora este seja um tempo de oração e penitência mais profundas, não deve ser um tempo de tristeza, ao contrário, pois a alma fica mais leve e feliz. O prazer é satisfação do corpo, mas a alegria é a satisfação da alma.
Santo Agostinho dizia que "o pecador não suporta nem a si mesmo", e que "os teus pecados são a tua tristeza; deixa que a santidade seja a tua alegria". A verdadeira alegria brota no bojo da virtude, da graça; então, aQuaresma nos traz um tempo de paz, alegria e felicidade, porque chegamos mais perto de Deus.
Para isso podemos fazer uma confissão bem feita; o meio mais eficaz para se livrar do pecado. Jesus instituiu a confissão em sua primeira aparição aos discípulos, no mesmo domingo da Ressurreição (Jo 20,22) dizendo-lhes: "a quem vocês perdoarem os pecados, os pecados estarão perdoados". Não há graça maior do que ser perdoado por Deus, estar livre das misérias da alma e estar em paz com a consciência.
Jesus quis que nos confessemos com o sacerdote da Igreja, seu ministro, porque ele também é fraco e humano, e pode nos compreender, orientar e perdoar pela autoridade de Deus. Especialmente aqueles que há muito não se confessam, têm na Quaresma uma graça especial de Deus para se aproximar do confessor e entregar a Cristo nele representado, as suas misérias.
Uma prática muito salutar que a Igreja nos recomenda durante a Quaresma, uma vez por semana, é fazer o exercício da Via Sacra, na igreja, recordando e meditando a Paixão de Cristo e todo o seu sofrimento para nos salvar. Isto aumenta em nós o amor a Jesus e aos outros.
Não podemos esquecer também que a Santa Missa é a prática de piedade mais importante da fé católica, e que dela devemos participar, se possível, todos os dias da Quaresma. Na Missa estamos diante do Calvário, o mesmo e único Calvário. Sim, não é a repetição do Calvário, nem apenas a sua "lembrança", mas a sua "presentificação"; é a atualização do Sacrifício único de Jesus. A Igreja nos lembra que todas as vezes que participamos bem da Missa, "torna-se presente a nossa redenção".
Assim podemos viver bem a Quaresma e participar bem da Páscoa do Senhor, enriquecendo a nossa alma com as suas graças extraordinárias; podendo ser melhor e viver melhor.
Felipe Aquino (CN)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

CARNAVAL: DOIS CAMINHOS, UMA ESCOLHA.

Carnaval: dois caminhos, uma escolha

Uma escolha que cada um de nós deverá fazer
Como passar o Carnaval? Para onde ir? Onde ficar? O que fazer?
Normalmente, dois grupos tomam caminhos bem opostos. O primeiro dá vazão à carne e cai na folia, aproveita para passear, assiste aos desfiles, come, bebe, diverte-se segundo os desejos próprios da carne. O outro grupo costuma tomar um rumo bem oposto: deixa tudo e retira-se para encontros e retiros espirituais. Participa de retiros abertos ou fechados, assiste ou ouve as pregações desses encontros pelo rádio ou pela TV. De sexta a Quarta-feira de Cinzas dedica-se a estar com o Senhor: ouvindo a Palavra, louvando-O e adorando-O. Para este [grupo], aplica-se e torna-se realidade esta Palavra de Neemias: “Não haja tristeza, porque a alegria do Senhor será a vossa força” (Ne 8,10).
Trata-se, porém, de uma festa e de uma alegria bem diferentes daquelas que o mundo oferece. Nos retiros espirituais não há preocupação com droga, camisinha ou contaminação com doenças. O único contágio que geralmente acontece com esse grupo é o da alegria. Uma alegria que só o Senhor Deus pode oferecer.
Há dois caminhos totalmente opostos. Mas, você pode escolher apenas um deles. Jesus lembrou: “Não podeis servir a dois senhores” (Mt 6, 24). Uma escolha que cada um de nós deverá fazer, sabendo que: “Os desejos da carne se opõem aos do Espírito, e estes aos da carne; pois são contrários uns aos outros. É por isso que não fazeis o que queríeis” (Gl 5,17).
Cada caminho leva a um destino e um final diferentes. Por isso, Jesus nos preveniu: “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição e numerosos são os que por aí entram. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram” (Mt 7,13-14).
E quanto a você? Qual dos dois caminhos escolherá?
Há outros alternativos, mas esses dois são os mais marcantes na maior festa popular do país. Cristo falou e nos alertou sobre as festas que o mundo oferece: um dia, elas seriam parecidas com o que já aconteceu na face da terra, nos tempos de Noé: “Como ocorreu nos dias de Noé, acontecerá do mesmo modo nos dias do Filho do Homem. Comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. Veio o dilúvio e matou a todos” (Lc 17, 26 – 27).
É importante que estejamos bem atentos e procuremos fazer como Maria “que escolheu a melhor parte” (cf. Lc 10, 42): ficou aos pés de Jesus.
O efeito de cada uma das escolhas aparecerá claramente na Quarta-feira de Cinzas. Todos podem até estar cansados; mas, o estado de ânimo será bem diferente. Enquanto uns estarão curtindo a ressaca e o vazio; outros estarão com o coração exultante da alegria do Senhor.
Sejamos espertos: escolhamos a melhor parte, como Jesus mesmo afirmou: “Maria escolheu a boa parte, que lhe não será tirada” (Lc 10, 42). 
Padre Alir

VALORIZAR A ALEGRIA AUTÊNTICA


Valorizar a Alegria Autêntica

Carnaval é sinônimo de folguedos, de excessos e of
O Carnaval é sinônimo de folguedos e, em particular, de excessos e ofensas à moral. O bom senso se torna mais necessário neste período, para evitar dolorosos e tardios arrependimentos. Muito expressivo o fluxo de viajantes. Uma parte significativa da população se retira do Rio de Janeiro. Não faltam, nessa ocasião, notícias sobre o evento e suas conseqüências, como o número de ônibus extra na rodoviária, aviões lotados, o perigo das rodovias e a cifra de acidentes. Em sentido contrario, chegam muitos à cidade, inclusive vindos do estrangeiro. A indústria do turismo divulga cifras elevadas. Há grandes interesses econômicos e financeiros em jogo. A propaganda, em seu papel de incentivar o acontecimento, infelizmente, utiliza recursos que ferem a moral cristã. A sexualidade humana é rebaixada e afrontosamente nivelada a manifestações de instinto animal. O turismo sexual, até mesmo utilizando menores, se constitui uma característica de nosso País, lamentavelmente!
Por outro lado, muitos que não saem do Rio, participam de retiros espirituais, ou aproveitam a oportunidade para repouso. Todos esses ficam na penumbra dos formadores de opinião pública. Como exemplo, oRetiro Rio de Água Viva há 12 anos se realiza no Maracanãzinho, de sábado até terça-feira do Carnaval. São quatro dias, iniciando no sábado pela manhã e elevado é o número de participantes. No ano passado, encerrei o retiro com uma assistência aproximada de 20.000 pessoas, em parte ponderável composta por jovens. Organizaram-se também retiros menores, com significativa presença. Quando, no estrangeiro, ouço referências desabonadoras ao Rio de Janeiro, a propósito de excessos ocorridos no Carnaval, costumo lembrar que a cidade, nesses dias, possui, também, outra face, que nobilita seus habitantes. E cito esses retiros, para que tenham uma idéia correta de nossa realidade.
Sem dúvida, o bom senso se torna mais importante nesse período do ano. Não é o folguedo que merece reprovação. Pelo contrário, ele é benéfico e necessário à criatura humana. O abuso, especialmente a distorção do sexo em sua dignidade, como ocorre também com a bebida alcoólica e drogas, merece firme reprovação. Somente o controle do instinto evita passar do uso ao abuso, este nocivo, prejudicial à vida da criatura, feita à imagem de Deus.
Diz o Catecismo da Igreja Católica (nº 1950 ss): “A lei moral é obra da Sabedoria divina. (...) É uma instrução paterna, uma pedagogia divina. Ela prescreve ao homem os caminhos, as regras de comportamento que levam à felicidade prometida; proscreve os caminhos do mal que desviam de Deus e do seu amor”. São Paulo (Rm 10,4) nos fala do objetivo da legislação em plano religioso: “Porque a finalidade da lei é Cristo para a justificação de todo o que crê”.
Estas verdades subsistem, mesmo quando tantos pregam o contrário. O caráter de cristão, recebido no Batismo, nos adverte para remar contra a corrente da opinião pública, oposta aos princípios cristãos ensinados por Jesus. O período carnavalesco, para muitos, possui uma força em sentido inverso às normas deixadas por Jesus. A reflexão fortalece o bom senso, que nos preserva dos exageros que ferem as leis do Senhor. Eis um momento oportuno para recordar que nos Estados totalitários, nazistas e comunistas, o poder público organizava o lazer, especialmente o dos jovens e dos operários. Fazia-o segundo os ditames do absolutismo ideológico. A conseqüência foi o enfraquecimento e a destruição dos valores éticos, princípios de dignidade que devem orientar a sociedade humana.
Hoje, porém, nos países livres de tais ditaduras surge um outro totalitarismo: o do prazer sem responsabilidade; a gigantesca máquina de publicidade que impõe “critérios” ofensivos à liberdade, à honestidade, à dignidade da família e do indivíduo bem formado.
A falta de bom senso, que urge seja corrigida, se evidencia com as freqüentes tentativas para unir, no Carnaval carioca, em uma mesma apresentação, mulheres despidas, ou seja, a paganização dos costumes, com sinais e manifestações de Fé católica. Esses fatos, repetidos, revelam desprezo pelo sagrado, ignorância ou insensibilidade, cuja conseqüência é a afronta aos sentimentos religiosos. Graças a Deus, a Justiça do Rio tem impedido a profanação do sagrado.
Essas reflexões nos convidam à valorização da alegria autêntica, construtora do bem-estar público e privado e também a participar de atos de desagravo pelas ofensas a Deus, que se multiplicam no período carnavalesco.
Cardeal Eugênio de Araújo Sales
Arcebispo Emérito da Arquidiocese do Rio de Janeiro

CARNAVAL SEM MÁSCARAS


Carnaval, tempo de cair às máscaras, pois a nossa meta são as coisas do alto. O Senhor quer que vivamos uma vida na realidade, sem máscaras. Porque a nossa meta é o céu, sabemos que a nossa realidade última é a eternidade. Assim devemos buscá-la. Devemos viver a radicalidade do verdadeiro cristianismo; ao buscar o Senhor, devemos mudar de vida. O tempo urge por evangelizadores. Não dá mais para continuar se enganando, é necessário viver a radicalidade rumo à santidade.
Quando Jesus voltar deve nos encontrar diante do Santíssimo, pois na Eucaristia está o segredo da santidade, que nos leva à ressurreição e nos deixa moldar pelo Espírito de Deus.
A Igreja vive também da Palavra, e deve ser assim também conosco; o anúncio do evangelho é uma obrigação, sem a qual damos brecha para o inimigo entrar e fazer na nossa vida um 'carnaval'.
Pe. Flávio - Santos / SP

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

ACAMPAMENTO DE CURA E LIBERTAÇÃO - Pe RUFUS


Padre Rufus estará na Canção Nova em novembro
Padre Rufus Pereira, exorcista, autorizado pelo Vaticano, é presença confirmada para o Acampamento de Cura e Libertação na sede da Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP).

O encontro vai acontecer de 11 a 15 de novembro e abordará o tema "Ouvi sua oração, por isso vou curar-te" (II Rs 20,4).


Presenças confirmadas:

Padre Rufus Pereira
Responsável mundial pelo ministério de cura e libertação

Padre Roger Luís
Missionário Canção Nova

Irmã Maria Eunice
Missionária Canção Nova

Salette Ferreira
Missionária Canção Nova
Eliana Ribeiro
Missionária Canção Nova

Dunga
Missionária Canção Nova

Márcio Todeschini
Missionário Canção Nova

Padre Rufus


É presidente da Associação Internacional para o Ministério de Libertação e vice-presidente da Associação Internacional de Exorcistas. Publicou numerosos artigos bíblicos e teológicos, especialmente, sobre evangelização e cura.

O sacerdote indiano também é diretor do Instituto Bíblico Carismático Católico. Foi recentemente integrado ao International Catholic Charismatic Renewal Services (ICCRS), em Roma, como o responsável mundial pelo ministério de cura e libertação.

A Comunidade Canção Nova está empenhada em acolher com carinho todos os peregrinos que passam por sua sede. Para isso, a obra conta com uma ampla infraestrutura em um ambiente alegre, acolhedor e cheio de paz.

Se você mora no Vale do Paraíba, região de São Paulo; no sul de Minas Gerais ou no sul do Estado do Rio de Janeiro (RJ), regiões próximas à sede da Canção Nova, reúna sua família, traga seus amigos e venha passar momentos de intimidade com Deus neste Território Eucarístico. 

:: Ônibus farão percurso Canção Nova - Aeroporto de Guarulhos (SP)
:: Conheça as regras do camping 
:: Saiba mais sobre a Pousada Sérgio Abib

Para mais informações entre em contato pelo telefone            (12)3186-2600      .

EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ ! 14 de setembro.


A devoção e o culto à Santa Cruz, na qual Cristo deu a sua vida por nós, remonta aos começos do cristianismo. Na Liturgia, aparece desde o século IV. A Igreja comemora hoje o resgate da Cruz do Senhor pelo imperador Heráclio, na sua vitória sobre os persas. Nos textos da Missa e da Liturgia das Horas, a Igreja canta com entusiasmo a Santa Cruz, pois foi o instrumento da nossa salvação; se a árvore a cuja sombra os nossos primeiros pais pecaram foi causa de perdição, a árvore da Cruz é origem da nossa salvação eterna.

sábado, 21 de maio de 2011

MÊS DE MARIA
Na pequena casa de Nazaré, um anjo apareceu para uma Virgem, a mais bonita e pura jovem de Nazaré, para dizer-lhe que Deus a escolhera para ser a mãe do Salvador. Ela assustou-se por não ser ainda casada e por isto não podia ser – pensava ela – a mãe do nascituro Salvador. Seu nome era Maria, seu noivo José. Naquele dia o Verbo eterno, por quem tudo fôra criado, escondeu-se na clausura virginal daquela jovem, vestiu-se da carne humana e veio salvar a humanidade.
Porque Ela nos deu o Salvador, tornou-se “a Mãe do meu Senhor” (Lc 1, 43) como a chamou Isabel. Deste dia em diante, os que cremos no Evangelho a proclamamos “Mãe de Deus”, a mais alta diginidade a que pode ser exaltada a criatura humana.
Se as mães merecem ter um dia no ano para serem carinhosamente homenageadas – e foi no domingo passado deste mês – a Mãe de Deus, que nos foi dada também por mãe na tarde dolorosa do Calvário, bem merece ser lembrada e homenageada o mês inteiro neste maio, “mês de Maria”.
Seríamos muito pobres e miseráveis, se nos dissabores da nossa caminhada terrena não A tivessemos como mãe protetora e solícita. É só lembrar a cena evangélica das bodas em Caná da Galileia. Por discretíssimo pedido de sua Mãe, Cristo Jesus transformou barris de água em vinho de alta qualidade.
As confidências, que a mente e o coração do sacerdote guardam, relatam as graças do céu tão abundantes, vindas da intercessão de Maria Santíssima em favor das mães que imploram por seus filhos. Esta solicitude da Mãe de Jesus pelos cristãos é descrita de maneira colorida pelos poetas, que têm o carisma de dizer as coisas com graça e beleza. Já Dante, na Divina Comédia, havia advertido a quem quer algo do céu e não recorre a Ela é o mesmo que querer voar sem asas.
Outro poeta, mais perto de nós, com soneto decassílabo, descrevendo “a oração mediadora de Maria” que sobe em especial ao coração de Deus, finaliza: “Estrela da manhã (...) a luz do teu olhar abre clareiras. / E o caminho do céu só tem barreiras / sem as asas da tua intercessão”.
Maio, mês de Maria, é convite para olhar o céu em homenagem à Mãe de Deus. Daí a certeza da proteção divina para nossos passos nesta dificil ascenção a que somos convidados. A razão de nossa confiança filial em Maria é que Jesus, depois de nos ter dado tudo que podia, ainda na cruz nos deu Nossa Senhora!
Dom Benendicto de Ulhoa Vieira

sexta-feira, 20 de maio de 2011

ENCONTRO DE FORMAÇÃO DOS MINISTÉRIOS DE MUSICA E ARTES RCC/AP



O encontro de Formação ocorre mensalmente, sempre na Escola Santa Bartolomea Capitanio e tem como objetivo:
Forjar no servo das artes a consciênca de seu papel de artista dentro da RCC, Igreja e mundo.
Gerar unidade entre os irmãos.
Propiciar uma convivencia fraterna entre os servos.

Este segundo encontro contou com a presença da Missão Adoradores, que além de servir na música, deu o testemunho  de caminhada da missão.
Foram momentos de muita alegria e emoção ao recordar o carinho com que o Senhor veio cuidando de cada um até reuni-los,  e, hoje formá-los para esta caminhada em unidade

sábado, 16 de abril de 2011

SEMINÁRIO DE VIDA NO ESPÍRITO SANTO

SEMINÁRIO DE VIDA NO ESPÍRITO SANTO
Inicia, hoje, o Seminário de Vida no Espírito Santo do Vicariáto II, onde participam: G.O Discípulos de Emaús, G.O Filhos da Luz, G.O Santíssima Trindade e o G.O da Missão Adoradores. 
Todos são chamados a participar e deixar que o Santo Espírito de Deus aja em sua vida. 

sexta-feira, 15 de abril de 2011

DOMINGO DE RAMOS

DOMINGO DE RAMOS

O Domingo de Ramos abre por excelência a Semana Santa. Relembramos e celebramos a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, poucos dias antes de sofrer a Paixão, Morte e Ressurreição. Este domingo é chamado assim porque o povo cortou ramos de árvores, ramagens e folhas de palmeiras para cobrir o chão onde Jesus passava montado num jumento. Com folhas de palmeiras nas mãos, o povo o aclamava “Rei dos Judeus”, “Hosana ao Filho de Davi”, “Salve o Messias”... E assim, Jesus entra triunfante em Jerusalém despertando nos sacerdotes e mestres da lei muita inveja, desconfiança, medo de perder o poder. Começa então uma trama para condenar Jesus à morte e morte de cruz.

O povo o aclama cheio de alegria e esperança, pois Jesus como o profeta de Nazaré da Galiléia, o Messias, o Libertador, certamente para eles, iria libertá-los da escravidão política e econômica imposta cruelmente pelos romanos naquela época e, religiosa que massacrava a todos com rigores excessivos e absurdos.

Mas, essa mesma multidão, poucos dias depois, manipulada pelas autoridades religiosas, o acusaria de impostor, de blasfemador, de falso messias. E incitada pelos sacerdotes e mestres da lei, exigiria de Pôncio Pilatos, governador romano da província, que o condenasse à morte.

Por isso, na celebração do Domingo de Ramos, proclamamos dois evangelhos: o primeiro, que narra a entrada festiva de Jesus em Jerusalém fortemente aclamado pelo povo; depois o Evangelho da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, onde são relatados os acontecimentos do julgamento de Cristo. Julgamento injusto com testemunhas compradas e com o firme propósito de condená-lo à morte. Antes porém, da sua condenação, Jesus passa por humilhações, cusparadas, bofetadas, é chicoteado impiedosamente por chicotes romanos que produziam no supliciado, profundos cortes com grande perda de sangue. Só depois de tudo isso que, com palavras é impossível descrever o que Jesus passou por amor a nós, é que Ele foi condenado à morte, pregado numa cruz.

O Domingo de Ramos pode ser chamado também de “Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor”, nele, a liturgia nos relembra e nos convida a celebrar esses acontecimentos da vida de Jesus que se entregou ao Pai como Vítima Perfeita e sem mancha para nos salvar da escravidão do pecado e da morte. Crer nos acontecimentos da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, é crer no mistério central da nossa fé, é crer na vida que vence a morte, é vencer o mal, é também ressuscitar com Cristo e, com Ele Vivo e Vitorioso viver eternamente. É proclamar, como nos diz São Paulo: ‘“Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai’ (Fl 2, 11)

QUARESMA


O que é a quaresma

A quaresma é o tempo litúrgico de conversão, que a Igreja marca para nos preparar para a grande festa da Páscoa. É tempo para nos arrepender dos nossos pecados e de mudar algo de nós para sermos melhores e poder viver mais próximos de Cristo.

A Quaresma dura 40 dias; começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos. Ao longo deste tempo, sobretudo na liturgia do domingo, fazemos um esfoço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis que devemos viver como filhos de Deus.

A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. É um tempo de reflexão, de penitência, de conversão espiritual; tempo e preparação para o mistério pascal.

Na Quaresma, Cristo nos convida a mudar de vida. A Igreja nos convida a viver a Quaresma como um caminho a Jesus Cristo, escutando a Palavra de Deus, orando, compartilhando com o próximo e praticando boas obras. Nos convida a viver uma série de atitudes cristãs que nos ajudam a parecer mais com Jesus Cristo, já que por ação do pecado, nos afastamos mais de Deus.

Por isso, a Quaresma é o tempo do perdão e da reconciliação fraterna. Cada dia, durante a vida, devemos retirar de nossos corações o ódio, o rancor, a inveja, os zelos que se opõem a nosso amor a Deus e aos irmãos. Na Quaresma, aprendemos a conhecer e apreciar a Cruz de Jesus. Com isto aprendemos também a tomar nossa cruz com alegria para alcançar a glória da ressurreição.

40 dias

A duração da Quaresma está baseada no símbolo do número quarenta na Bíblia. Nesta, é falada dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias e Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou o exílio dos judeus no Egito.

Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material, seguido de zeros significa o tempo de nossa vida na terra, seguido de provações e dificuldades.

A prática da Quaresma data do século IV, quando se dá a tendência a constituí-la em tempo de penitência e de renovação para toda a Igreja, com a prática do jejum e da abstinência. Conservada com bastante vigor, ao menos em um princípio, nas Igrejas do oriente, a prática penitencial da Quaresma tem sido cada vez mais abrandada no ocidente, mas deve-se observar um espírito penitencial e de conversão.